sábado, 4 de dezembro de 2010

Aguente.

Língua quente
torso quente
Pernas rente
Consequentemente
A gente sente
Algo excitante...

Bia Magalhães

De Tocqueville para o mundo:

Quero asas e
preciso que todos as tenham,
para poder voar!

(mire um mundo igual e livre)

B.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010


Teu nome me dá um arrepio. Toda vez que o ouço sinto uma pontada no peito lembrando das besteiras que falei e dos momentos que passamos juntos e das coisas que eu queria dizer, mas não disse e digo por orgulho. Toda vez que eu escuto teu nome penso, logo tenho que esquecer você.

sábado, 13 de novembro de 2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Um noite de pijama, vinho e filmes...



...além dos sorvetes e espaguete e batata frita ^^
E como foi bom ter uma noite só da mulherada e entre amigas. Beber e conversar( todo munda acha que a gente só falou putaria...nada haver. Só um pouco) e assistir filmes... não mt legais mais que deu pra engolir. Receber amig
os a meia noite na porta de casa de pijama...kkkkkkkkkkkkk
Foi tão bom. Fazia tempo que não conversava com minhas amigas assim. Amo essas garotas!!!!
Então meu beijo mt especial a Paloma, Carolina e Luanaaa. Vcs estão no meu coração e nas lembranças!

Beijos meus e inté!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Um filme por ai...


Não dava nada por esse filme, mas o texto dele é tão bonito e a sua fotografia mais intrigante ainda. Focos imperfeitos e inconstantes e uma escuridão que faz o público se encontrar e mergulhar no seu íntimo. Sei que a história não é a melhor de todas, mas a intensidade que os atores falam gesticulam, sua ignorância, seu egoísmo, sua paixão, significante e arrebatador.

sábado, 30 de outubro de 2010


Ah que saudade da maresia

Da ventania que corria sobre o cais

Ah, saudade daqueles tempos

Que corria sem medo de encontrar

Saudade do céu azul que hoje é cinza

do cheiro de terra molhada

e o prazer em viver que eu sentia

de olhar no porto

sendo louca, esperando o teu barco chegar.

Ah, porque não voltaste para meus braços

Como antes fazia, quando me olhavas ao longe

No mar

me comia e eu delirava com seu olhar.

Porque se deixou naufragar,

me deixando ao relento

a beira do mar.


Bia Magalhães


Eu leio notícias,

não vejo mudanças.

Vejo o passado retornar em cada cobrança.

E eu fico a rir das tristezas

Aleias

que sofrem pelas cheias

na noite de lua cheia.

Mas a seca chega a chupar

as lágrimas que caem do rosto do sertanejo

que vive a clamar.

Que Deus é esse

que move o rio pra cá

e depois traz o sol para

a nossa vida queimar.


Bia Magalhães


Chega uma hora que as lembranças cessam e as que restam viram pó, tendendo a duas opções: cheirar e ficar entorpecido com e por elas ou jogá-las fora para se livrar do vicio de tê-las.

E as pétalas caem como amores decaídos envoltos em suas relações de amor/ódio. Pétalas caem como o vício de um cigarro tentando ser deixado a beira do pesar de uma consciência.

b.


Não enxergou nada.

Apareço e me escondo entre tanta maquiagem e uma bela roupa engomada tentando ser despida por olhares da ignorância.



Apesar dos pesares ainda estou a respirar. O ciclo se fechou. Não há mais o que fazer. Tudo está feito. Só não sei se deveria ter atropelado etapas. Esperar é sempre bom para que não haja grandes decepções. Mas elas sempre vem. E como seres humanos complexos que somos, nunca seguimos as regras. Nunca passamos pelo caminho de concreto, sempre pisamos na grama.

domingo, 24 de outubro de 2010

Mais um ano se passou...


A festa da Usina foi mara, mara, mara, como diz minha amiga Dine. O estresse mesmo só rolou no final, limpar sujeiras, guardar as coisas, mesmo com olhos pregados de sono, fomos fieis até o fim. Mas hj é um dia muito especial. Hj é o aniversário dessa pessoa ai na foto, que a maioria das pessoas não conhecem a não ser os nossos amigos em comum, pq ela é uma pessoa muito discreta, apesar de ter um animal feroz dentro dela. Ela só tem essa carinha da inocência, mas na realidade é uma garotinha bem sagaz essa minha amiga. Não vou poder abraçá-la hoje por não ter como me locomover (vale me falta), por isso escrevo, Felicidades minha amiga Jhéssica, tudo de bom e que a nossa amizade perdure, baby! Te adorooo gata massa
Então, inté!

sábado, 16 de outubro de 2010

Cansei!

Cansei das poesias, partirei agora rumo às crônicas, ou melhor, pensamentos avulsos em uma folha de papel (que nem é de verdade). Cansei dessa história de formular palavras que rimam e que não tenham sentido, mas façam sentido(?). Cansei de colocar tudo de mim em algumas linhas. Porque não em várias? Uma linguagem mais fácil talvez? E detesto quando alguém vem me criticar dizendo que não é assim nem assado. Não sei que tanta diferença faz pra ele. Se o interessante pra mim é daquela forma, não vou mudar o que penso só porque ele pensa daquela maneira. Papo chato. Dá sono às vezes ver meus amigos falarem de poetas magníficos que eu nunca ouvi falar, mas que são muito interessantes. Eles vêem a vida de uma maneira diferente, surreal. Chega dá raiva quando eu penso na profundidade que eles têm para escrever aquelas coisas... Porra nenhuma! Quando escrevo só penso no que estou vivendo, não há profundidade em nada, só nas palavras complicadas que coloco para ter uma sensação profunda pra quem lê. Cansei dessa historinha. Cansei de poemas toscos de amor e drama e vida e cotidiano. Com certeza daqui a uma semana já não vou pensar assim, até porque sou viciada em poesia. Seria um momento inconstante? Minha semana não foi uma das melhores. Meu ano não está sendo muito bom. Tudo aquilo que imaginei de experiências novas não passou de um mero sonho. O conto de fadas de acabou, baby. Cansei!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010


Saiba que eu estou a te esperar

num lapso de memórias inconstantes

Só quando te vejo sinto um desejo

que me ferve e me torce aqui dentro...


[uma música minha ^^]


A noite é muito longa
então vem pra cá
e passa a língua por todos
os lugares que ainda dá tempo

(Dine)

terça-feira, 5 de outubro de 2010


Baby, só porque me considero diferente das outras pessoas não quer dizer que eu seja egoísta. Só não me comparo aos imbecis que adoram um uniforme...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Sentindo falta dele. Da junção dos corpos e do abraço forte na cama. Da agitação das brigas na casa e pazes feitas sobre a mesa de jantar. Dos olhares e falas não ditas e por isso o fim se aproximou tão depressa que chegou, e acabou. Mas ele também sente falta dela, de todas as broncas, berros e sexos depois. De todos os beijos ardentes que dera...
Eles sentem falta.

B.


Eu falo
. tu falas
Nós nos comunicamos!

Queria relembrar,
pequenas lágrimas de alegrias
e chorando com meus botões,
eu teria uma vida feliz
Se conseguisse lembrar.
Minha memória está fadada
a lembranças do dia a dia,
de noite a noites,
de tempo e tempos,
de choro e chuvas,
sofrimentos e angústias,
de um passado tão feroz
que esquecê-lo é ardente demais
para os meus olhos.

[bia]

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Um pouco de música...


Vou falar um pouco do que sei de música, uma das minhas paixões, se não a coisa mais importante pra minha vida. The Byrds... estive “curiando” o site que tem 1001 discos que vc deve escutar antes de morre. Fui logo para década de 60 e me deparei com essa banda que já tinha ouvido falar mas nunca tinha me ligado no som dos carinhas. Podem falar que os caras são imitatação do estilo dos Beatles e do Bob Dylan, mas os caras sabem mexer com a psicodelia da alma de qualquer vagabundo. A crítica pode dizer que o disco Fifth Dimension não o melhor disco do mundo, mas se você quer as origens do rock psicodélico, escute esse disco. Uma viagem transcendental a outros horizontes, se estiver acompanhado de uma boa bebida e amigos, a noite será boa! Ai fica a dica. Beijos meus.

domingo, 12 de setembro de 2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Aurora Boreal

“De Aurora Boreal Socorro Freitas
Não sei bem porque minha mãe colocou este nome tão estranho em mim, mas como curiosa, acho eu ela achava bonito esse nome nos livros de geografia que via na escola. Meu pai pouco se importava com os nomes que ela dava aos filhos. De tanto pouco se importar, um dia pediu para eu tirar a roupa e deitar na cama, disse que íamos fazer “uma coisinha diferente”. E fiz. Eu com meus oito anos de idade não entendia nada. Aqueles movimentos bruscos, aquele vai e vem dentro de mim. Sentia medo, mas algo dentro de mim dizia que aquilo era bom, porque era o papai que estava conduzindo aquela situação... Deixei-o abusar, usar de mim. Ninguém tinha me ensinado que aquilo era errado. Um dia minha mãe chegou mais cedo do trabalho. Eu estava de quatro em cima da mesa de jantar e meu pai me fodendo toda... Aquele olhar de minha mãe só vi uma vez. A última coisa que me lembro daquele dia foi minha mãe com uma faca na mãe com os olhos pulsando de raiva, o sangue escorrendo em sua cara e os movimentos de ida e volta de seu punho. Meu pai morto no chão da cozinha e minha mãe aos prantos. Eu, estática. Dentro de mim não sabia o que sentia, se era medo, ódio, pena... só fui entender aquilo depois de ter aprendido a viver.”
(Depois do assassinato do pai, mãe e filhos fugiram para um lugar distante. A mãe tentando explicar a filha que aquilo não era realidade, tinha sido um sonho ruim. Mas Aurora sabia que aquilo foi real, mas não deixou de viver por causa daquilo, daquele sonho ruim. Deixou o dia amanhecer novamente...)

Marionetes

Moral, imoral, amoral. Essa coisa de moral me sufoca. Ow palavrinha “escrota”! Desde moleque a gente sabe que nos fins das estórias sempre há a moral pra dizer o que é certo e o que é errado. Porque eles não deixam a gente aprender isso sozinho? Ai você diz “porque se não houvesse a moralidade a sociedade estaria um caos!”. Mas se não houvesse a moralidade, haveria algum tipo de preconceito, ou haveria? Pra mim essa tal de moral foi a pior invenção que o homem já teve. Frear o próprio homem... Acho que nós deveríamos ter a capacidade de distinguir o certo do errado, o justo do injusto, mas somos tão animais que nem percebemos que os únicos racionais dessa história toda nos controlam e nos transformam em marionetes no teatro de bonecos deles...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Transformar-se-iam

Parei de encontrar progresso em todo esse retrocesso
Nessa vida que traz fadiga e todo dia o meu suor
Parei de ver fogo onde há chuva
Molhando em cada articulação
Movimentando meus músculos faciais
Trazendo uma paz que nunca tenho
E o ar de respirar mais limpo exige uma liberdade
Que nem sei como é
E nem sei se chegarei a conhecê-la.
Parei de chegar ao ponto onde depois transformar-se-iam em três
E assim o infinito talvez chegaria
O infinito não chega... Há sempre o fim.


B.M.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

aixe, que magoarde

mágoa arde!
- vontade perdida,
expectativa frustrada,
num labirinto da vida, perde-se o fôlego
não se controla o passado
e os passos errados
marcam o caminho.


Lucas Branco (muitas saudades desse meu amor amigo...)

domingo, 8 de agosto de 2010

e como me persegue...
Uma foto na parede
te expõe, te põe nu
Mesmo vestido no mais caro paletó
cara lavada, barba feita
Tudo se ajusta em um ar de
superior ardor dos olhos
Que eu já os despi de tão
perto que nem lembro se foi
Sonho ou não
ilusão da minha visão?
Pode falhar, mas não mente
feito a tua.


Bia M.

Indi[gente]

Somos a ignorância em carne e osso. Não nos movemos, nem opinamos. Somos feito um quadro na parede, estático. Somos verde e amarelo por absorção do campo verde que vemos na televisão. Não somos o pedaço de terra que nos envolve, nem cada gota d’água que mata a nossa sede. Somos meros espectadores da vida. Indigentes do Brasil. Indigentes do mundo. Indigentes. E na vala funda depois que a escuridão vier, nós faremos aquela pergunta: - O que fiz?
Você saiu pela porta levando a mala cheia e a nossa história. Tanto tempo juntos, mas ao mesmo tempo estava só. Sua partida foi dolorosa como se tivessem arrancado minhas vísceras. Não tem volta. É melhor continuar sozinha, agora sem você. Sem sua vida pra conter a minha. Agora os cigarros me fazem companhia...
Quando eu tiver você
Vou tornar teus dias comigo
Em dia de você e eu
Nós tornaremos infindáveis
Pra caber dentro de nós mesmos


P.B
Os espaços estão enquadrados
Em quadrados, entre dados.
Entre tantos marcos
os dados estão a rolar...


Bia Magalhães

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Foi fugaz, intenso e condensado
Amor amado, calado
Calor atravessado
Suspirado, provado
Formas, focos
Línguas, bocas, lábios
Sincero e ralo
Afogando em mágoas,
Amor velado
Amor usado e guardado
Feito roupa suja.


Bia Magalhães

sexta-feira, 23 de julho de 2010

5 segundos para o fim;

Onde estão minhas forças? Não consigo me mover.

4 segundos para o fim;

Onde está meu ar? Não consigo respirar.

3 segundo para o fim;

Onde estão as coisas? Não consigo enxergar.

2 segundo para o fim;

Onde está minha voz? Não consigo falar.

1 segundo para o fim;

...

Bia Magalhães

(In memória a minha cadela Tina)

Bêbada, bêbada,
beba da água
Bêbada, bêbada,
beba da fonte
Afogue-se, embriague-se
hidrate-se, liquide-se
A dor,
A água,
O álcool.

(ariadne chaves/cayo costa)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Amanhã será domingo e as portas se fecham de todos os lugares. Hoje a noite é longa e cheia de inspiração. Há pessoas ficando loucas por um copo de bebida. Há pessoas fazendo sexo nas esquinas, fumando seu baseado, cheirando seu pó e ninguém liga se elas vão se viciar ou não. Todos querem se diverti essa noite, pois só assim se esquecem das amarguras que passaram durante a semana, as porradas no estômago dizendo “ eu não sou feliz”. E no domingo elas vão acordar com ressaca e se perguntarão “o que fiz? naquele mundo que eu sou eu e ninguém mais” e por fim na segunda voltarão as suas vidas infelizes e sem perspectivas, sem nada.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Seria ridículo me retirar desse espetáculo depois de tanta luta, tanto ensaio para se dizer as falas certas na hora certa sem gaguejar. O cenário está no seu lugar. Mas eu estou tão perdida, como conseguirei enfrentar tanta gente, minha fala irá se perder, nem consigo beber a minha própria saliva, imagine a vaia quando eles virem que eu não estou preparada. Vão rir de mim. Serei a gozação do universo. Mas o espetáculo não pode parar... Engole o seco e segue.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Mar e lágrimas

Vou me afogar
nesse mar profundo
Nesta minha solidão

Quê que tem?
Se você não está aqui para me salvar

Vou mergulhar
Nessas minhas lágrimas

Porque me deixou à beira mar?
Tão só, sem esperanças de ver você voltar

...essa densidade
flutuando meio ao fundo
das águas do mar.

Esse mar...
Essas ondas...
Água do mar salgada...

Mistura de almas.

Bia Magalhães

Fúnebre

Cruz ao sol

Germes a terra

Ondas de calor

Eu choro por ela

Deixei rosas

Em sua cova

Acendi velas

Escrevi seu nome na terra

Exalando perfume

As flores fúnebres

Invadem a alma

Eu rezo e lembro

De bons momentos

Caminho entre tumbas

E não volto nunca mais

É você que não volta nunca mais...

Bia Magalhães