sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Um babaca qualquer

Meu senso se extinguiu com essas palavras bacanas
Bacanas provenientes de um babaca qualquer
Um qualquer que arranquei um beijo
Um beijo desejoso intenso
Intenso que virou imenso
Imenso aquele segundo
Segundo que virou eternidade
Eternidade que durou num beijo
Beijo que virou lembrança
Lembrança que me lembra aquele babaca qualquer
Que não sai
Sai da minha cabeça!



Bia M.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

SPPV fazendo #teresinapoeticamenterebelde


Gente o que vai rolar nessa sexta é o Sarau da Sociedade dos Poetas Por Vir. O nome até parece que tem uma burocracia tremenda pra fazer parte desse projeto, mas é só você se aprochegar que as pessoas te acolhem como outras pessoas não fazem. Hoje posso dizer que as pessoas da sociedade são meus amigos e me sinto cada dia mais parte deles, apesar de não está produzindo como queria, poesia está sufocada aqui dentro. Mas quando dá pra sair, ela sai feito um furacão. Bom, como tá no folder, eu irei me apresentar juntamente com meus amigos Mário e Rômulo que se prontificaram a me ajudar a apresentar uma parte de mim. Músicas autorais apenas. Músicas que eram poemas, agora são harmonia, ritmo. Espero ver todos lá! Afinal de contas, são poucos os eventos que deixam você expressar-se como este da SPPV!

Abraços ;*

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Nova tranca

Me embriaguei com textos antigos
embriaguei com os meus sentidos, extintos agora
depois que a porta do meu quarto se quebrou.
Findou a inspiração de ver o mundo acordar diferente,
caminhar com pernas de pau sobre as ruas,
as esquinas a espera de alguém,
como os amores que eu tive, altos, magros, cabeludos, amores guardados no baú.
Acabou de contar as tristes histórias de amor.
Agora quero uma nova tranca pra mim.


Bia Magalhães.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Aos meus amores

Tens a intensão de magoar?
Tens a intensão de entorpecer?

Ontem no ônibus quando se foi, sentei-me em teu lugar e senti o calor. O calor que foi meu por um momento mas nunca me pertenceu. Veio a tona as pernas, os lábios macios e carnudos, o gosto do beijo, o desejo de ter bem fundo. Os clamores e clemências, as linguás repartido a saliva. Como era doce a tua carne... veio a tona o calor que eu perdi, a infiltração intensa dos sentidos, o amor que nunca me pertenceu.
Agora segue o destino. Lá se vão os dias em que vagam com as impromessas de amor marcadas no peito. Já sabia que iria ser, sempre assim. Procuras amor em cabelos longos, negros, enquanto me deleito em decepções estritamente aceitas pela dignidade que me resta. Enquanto tens o calor, tenho em mim o frio do quarto, vazio. Culpa, ninguém tem de querer ter o que nunca vai se ter, mesmo que tenha sentido o gosto, sabor. Só queria eternizar ou apenas não apagar as lembranças daquele velho carnaval, na cama trêmula, daquela velha festa ao som do reggae, com fim intenso.

E aos meus amores, fica guardada a lembrança, aquele sossego, como um sonho bom.

(Bia Magalhães)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

E o meu egoísmo
me deixa subjetivismo
que me leva ao pragmatismo
que ousa me levar ao narcisismos
que me leva a relembrar o historicismos
dos ismos na minha vida.

Eu.

sábado, 24 de setembro de 2011

domingo, 21 de agosto de 2011

Eu te acho, mas não te sigo

Você persegue, o tempo segue

Eu padeço em meio tuas mãos

Com outras mãos, contra meus olhos

Aflição, me sufoca na boca do precipício

Já não parece existir um lar, um ar

Melhor dizer, só não existe Eu para Você

Mas para Mim só existe Você e Eu.


B. M.

sábado, 30 de julho de 2011

O que seus olhos veem


Hora passa

Passa voando

Você nem nota

Ao abrir a porta

Um mundo repleto

De escuro, revolta, ignoro

Essa nossa falta de esperança

Não vai ficar bem

Bem nada fica

Se continuar ai nessa Zorra Total

Sai de baixo dessas cobertas

Vai pra frente do espelho

Leia o que seus olhos veem

Veja no que se transforma

O ser ao abrir a porta.


Beatriz Magalhães

terça-feira, 12 de julho de 2011

Já deu o tempo de brincar


A tudo
há torto
Prédios envoltos
Elegantemente enraizados
na porcelana, fundidos
Todos fudendo com o veredito
dado
pelos que brincam
sem querer
acordar.
Brincam sem remendar
a nossa estrada
que
se averiguar
tende a ser curta
como fio tênue
da retina
que insiste
em está cega
para tudo que vê.
Porque há
um muro
construído
na frente.

Assim não pude mais brincar.
Só o concreto se vê lá.
Agora acabou a brincadeira.
Agora acordei.


Beatriz Magalhães

Boca

Minha boca
beija
tua boca
beija
outra boca
outrora
tua língua
lambe
minha língua
lambe
outra língua.


Beatriz Magalhães

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Então não diga nada.


Implausível. Eu admiro o ser que ouve. Escutar é tão ínfimo. Às vezes faz uma falta danada de alguém para ouvir você. As pessoas que te escutam é como se virassem e dessem vários socos no estômago, na mente, no ser. O melhor é ser entendido, em meio a essa confusão sonora, coisa a ser menos compreendida entre os reles mortais... ou até mesmo ignorada. Ignora a quem te ama, e eu cuspo na cara de quem pouco faz das minhas palavras.




B. M.

Mas quem não erra?
Ser onisciente de tudo, do mundo
Se sou ser inconstante, deixa eu ser assim
Pensante que apavora com o dizer
Que contradiz o eu ser
Que não agrada quem ama
Deixa eu gritar pra mim
Mesmo que erre e chore com querer
Arrepender de ter dito e feito
Feito rios que deságuam em uma casa
E desmorona na solidão.

Beatriz Magalhães

sábado, 18 de junho de 2011

Enfim...

Baxei esse filme... certo que não curto muito esses filmes em preto e branco mas esse filme é um clássico, tinha que assistir! Indo para o Festival de Inverno em Pedro II, espero que a venha de lá carregada de inspiração e um pouco mais de vida.

Inté

domingo, 29 de maio de 2011


E essa dor
que não me liberta
desse caos
controlado
pelo vento
feito do assopro
de gente.
Cansei dos poemas de amor
Cansei dessa utopia idiota
Cansei dessa busca torta
só nada tem sentido
sentimento espinho
escroto
que fere
Sexo, amor
nada que me faça
entender de
que nada
preciso
preciso de amor
preciso do que
sou
mas vomito
desejo
preciso querer um
beijo de
outro.

De mim para Paloma Barbosa
Num dado
Um tempo
Um quarto
um fato
de quatro
no ato
embalado
um beijo
desejo
atado
num beco
guardado
sozinho
a dois.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Há camaleões resistindo à selva lá fora.

Há camaleões resistindo à selva lá fora.
Há poucos, muito poucos jeitos
de resistir a selva lá fora.
Mas eles tentam averiguar o que há na selva
resistente para resistir
além da mente
A selva as avessas
Camaleões se modificando
para resistir a
selva lá fora
Selva versus as avessas
Adapte-me as avessas
Camaleões desconfigurados
as avessas.

Beatriz Magalhães

domingo, 6 de março de 2011

Cadê a corda?


As cores do absurdo

em uma mesa de bar

Sinestesia para não olhar

os olhares obscuros

Das pessoas nas ruas

a fim de contemplar

A vida passar

E se esvaziar

Como uma privada

lotada de merda

Dê a descarga!


Mas cadê a corda?


Bia Magalhães Com ajudinha de Paloma Viana

O que tem a ver com isso

O que há com o nosso país? O que há com o nosso sistema? O que está acontecendo com a nossa dignidade e os nossos grandes bens jurídicos comuns a todos diante da constituição? O que eu tenho a ver com tudo isso?

O que eu tenho a ver: nada, por enquanto. Todos os dias os grandes jornais do nosso país nos mostram a triste realidade, os nossos bens fundamentais estão sendo violados. E daí? E daí que só porque a vida é boa para uns, esquecem-se de outros que também tem os mesmos direitos que você, precisa viver a margem, na miséria. Só que você, que tem condições estáveis de ter uma vida “digna” se esquece de que paga muito cara para isso. É escola particular para os seus filhos, faculdade particular, plano de saúde, entre “n” coisas que você tem que tirar do próprio bolso, coisas que o governo deveria pagar pra você de volta, um pagamento daqueles impostos que você paga todos os anos, meses, dias, horas, minutos. Enquanto você paga caro por esses serviços outros morrem a míngua por não receber um serviço de qualidade. Eu não o culpo. Eu culpo o sistema, que fez você esquecer a coletividade e pensar só em si. Pena. O país é um caos porque tem gente que só pensa no próprio umbigo. Que se lasquem os pobres ordinários.

O sistema foi dilacerante que fez você ficar apático por todas as situações que corrompem a dignidade, a honestidade, o respeito ao cidadão. Fazem da gente uma piada. A piada de todos os dias. A chacota de todos os tempos. E você não faz nada. Não escreve, não lê, não se interessa, não estuda, no fim de tudo o que resta é só o dinheiro. O dinheiro acabou se transformando na censura do século XXI. Com dinheiro se consegue tudo e também se esquece do mundo também. Que se lasquem os pobres ordinários! Se você tem dinheiro pra manter aquele processo às escondidas, você tem dinheiro pra não publicarem aquilo no jornal, se você tiver dinheiro, tudo se resolve e ponto final.

Não digo nada pelo sistema capitalista, mas sim pelo sistema que as pessoas criaram ao redor do capitalismo. Uma rede de gente que quer deixar o país cada vez mais pobre. E você o que tem a ver com isso? O dia em que você estiver precisando dos serviços do governo e eles não lhe derem o que precisa, você vai dizer: - Mas que merda de governo é esse? Que tipo de pessoas governam esse país? Ai eu lhes digo, o que você tem a ver com isso: TUDO.

Apenas um grito de um sufoco.



É terrivelmente complexo morar em uma casa conjuntamente com duas pessoas totalmente diferentes de você. Alguns gostos se batem, mas de resto as diferenças se chocam. Quando você não possui a liberdade de escutar suas músicas porque o outro não gosta, de chamar os amigos para tomar uns drinks porque o outro não se cheira com eles, de poder chegar em casa na hora que quer e quando quiser, entre outras coisas. E pior ainda quando essas pessoas são seus parentes. Terrível. Um querendo ser o “guardião” do outro, pra não dizer dono.

-Quero que você chegue tal hora em casa, ouviu?

Como se alguém fosse me privar de fazer alguma coisa. O pior quando seu parente se acha o dono do mundo e de tudo que pertence naquela casa. Denomina-se a autoridade. O ditador. Engraçado porque a ditadura já acabou, né?! Tem gente que continua nessa vibe. Essa louca vontade do ser humano se sobrepor ao outro, ser superior, e acabar sufocando a vontade daquele que quer voar. Todos precisam voar. Pena que tem gente que quer se manter agarrado ao chão.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Tanta Gente


De tanta gente
você foi aquele
que me abriu os olhos
me abriu as pernas.

De tanta gente
foi quem me fez pensar
nos homens, nos machos
como você

De tanta gente
você foi a bebida amarga que provei
era tão bela
porém
o conteúdo tão insignificante
quanto a beleza

De toda essa gente
foi aquele que fez
a percepção da tristeza
e decepção em mim

De tanta gente
você...


Bia Magalhães

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011



E os sonhos se evaporam feito a chuva que se choca com o sol escaldante.
A vida é bonita.
Mas o o homem insiste em atazanar
o que há de mais belo nela.
Finca a desilusão.
Finca a dor.
Finca o sofrimento.
Derruba os sonhos no chão e os enterra vivos.
Desgraça de homem.



Fotografia - Lina Magalhães