quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Um pouco de música...

Vou falar um pouco do que sei de música, uma das minhas paixões, se não a coisa mais importante pra minha vida. The Byrds... estive “curiando” o site que tem 1001 discos que vc deve escutar antes de morre. Fui logo para década de 60 e me deparei com essa banda que já tinha ouvido falar mas nunca tinha me ligado no som dos carinhas. Podem falar que os caras são imitatação do estilo dos Beatles e do Bob Dylan, mas os caras sabem mexer com a psicodelia da alma de qualquer vagabundo. A crítica pode dizer que o disco Fifth Dimension não o melhor disco do mundo, mas se você quer as origens do rock psicodélico, escute esse disco. Uma viagem transcendental a outros horizontes, se estiver acompanhado de uma boa bebida e amigos, a noite será boa! Ai fica a dica. Beijos meus.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Aurora Boreal
Não sei bem porque minha mãe colocou este nome tão estranho em mim, mas como curiosa, acho eu ela achava bonito esse nome nos livros de geografia que via na escola. Meu pai pouco se importava com os nomes que ela dava aos filhos. De tanto pouco se importar, um dia pediu para eu tirar a roupa e deitar na cama, disse que íamos fazer “uma coisinha diferente”. E fiz. Eu com meus oito anos de idade não entendia nada. Aqueles movimentos bruscos, aquele vai e vem dentro de mim. Sentia medo, mas algo dentro de mim dizia que aquilo era bom, porque era o papai que estava conduzindo aquela situação... Deixei-o abusar, usar de mim. Ninguém tinha me ensinado que aquilo era errado. Um dia minha mãe chegou mais cedo do trabalho. Eu estava de quatro em cima da mesa de jantar e meu pai me fodendo toda... Aquele olhar de minha mãe só vi uma vez. A última coisa que me lembro daquele dia foi minha mãe com uma faca na mãe com os olhos pulsando de raiva, o sangue escorrendo em sua cara e os movimentos de ida e volta de seu punho. Meu pai morto no chão da cozinha e minha mãe aos prantos. Eu, estática. Dentro de mim não sabia o que sentia, se era medo, ódio, pena... só fui entender aquilo depois de ter aprendido a viver.”
(Depois do assassinato do pai, mãe e filhos fugiram para um lugar distante. A mãe tentando explicar a filha que aquilo não era realidade, tinha sido um sonho ruim. Mas Aurora sabia que aquilo foi real, mas não deixou de viver por causa daquilo, daquele sonho ruim. Deixou o dia amanhecer novamente...)
Marionetes
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Transformar-se-iam
Nessa vida que traz fadiga e todo dia o meu suor
Parei de ver fogo onde há chuva
Molhando em cada articulação
Movimentando meus músculos faciais
Trazendo uma paz que nunca tenho
E o ar de respirar mais limpo exige uma liberdade
Que nem sei como é
E nem sei se chegarei a conhecê-la.
Parei de chegar ao ponto onde depois transformar-se-iam em três
E assim o infinito talvez chegaria
O infinito não chega... Há sempre o fim.
B.M.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
aixe, que magoarde
Lucas Branco (muitas saudades desse meu amor amigo...)






