domingo, 28 de fevereiro de 2010
Platônico
todos os dias por falar balelas
sobre esse que deixa-me
sem fôlego sem conservas.
Oh Platão, teu nome me persegues
Transtorna meus sonhos
Sonhando com medos mudos
E para não vê-los, faço preces.
Esse que ao mesmo me tira o sono
Sem ao menos ele saber que eu existo
Suspiro a noite serena e sonífera
Meus sentimentos guardo
Como um tesouro repleto de ouro
Só eu posso tê-lo, só eu posso estar sofrendo.
Bia M.
O rio
Lisbela só vi novamente em uma foto no jornal dizendo: ”Menina encontrada no rio, levada pela correnteza, morre e deixa bilhete dizendo: Fui levada pelo nada.”
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
O que será?
sábado, 23 de janeiro de 2010
Perder
Me perco
assistindo TV,
me perco vendo você
Perco em acordes no violão, me perco lendo Paulo Coelho e suas ironias sobre o velho mundo em que vos abita. Perco-me tentando entender minha poesia, sem nexo sem rima. As palavras vão saindo. Palavra por palavra, verso por inverso, entende o que acontece?
Me perco tentando entender porque o tempo tem horas que passam tão rápido tem horas que passam tão lento. Me perco tentando parar o tempo. Me perco olhando o teto. A teia. A vida, que passa e eu me perdendo em meio a fios, livros, noites, dias. Me perco em festas, música, amigos. Me perco no meu sonho, no abismo. Perder. Vou me perder mais ainda se ainda continuar com essa história de me perco. Porque me perder mesmo, só me perco quando estou entre seus braços, pernas, traços. E acordar ao teu lado é perceber o quando é bom me perder todos os dias com você.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Estilhaços e aço
Vivemos de espuma e aço
Estilhaços voadores no ar
Vivemos de cores e mares
Do céu
Vivemos pelo que não temos
Atirando pedra no papel
Papel é onipotênte
Então a pedra se quebra e fica resumida em várias pedras pequena,
imperceptíveis,
invisíveis
Feito eu
Feito você
Feito nós, vós e quantas pessoas tiverem
Só não inclua eles.
Bia
domingo, 27 de dezembro de 2009
Raiva muda
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Xii!
Não nasci pra perder meu tempo com besteiras e brincadeiras estúpidas, gestos imundos que só você sabe fazer. Pula como uma “louca”. Parece que quer escapar de alguém ou até mesmo de você.
Só não se perca ao entrar no meu infinito particular.
Preencher esses espaços vazios, em brancos é uma luta incessante, constante e cansativa. Parece que nada nos preenche, que falta algo. Falta sermos livres. Somos aflitos. Somos o atrito. Precisamos nos possuir para achar que somos donos de algo. Queremos o outro, como diz Caê: quero correr mundo, quero ir-me embora, quero dar o fora e quero que você venha comigo, todo dia.