O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto.
Adriana Calcanhotto
terça-feira, 30 de março de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
domingo, 28 de março de 2010
O que seria dos meus dias se não houvesse loucuras após a meia noite
quarta-feira, 24 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
O tempo me transcorre aqui assistindo domingão do Faustão. O tempo não para e eu aqui assistindo se vira nos trinta. De trinta em trinta passa a minha vida. Passa sem freios, veloz feito águia, rastejando, fria, latente. E o BBB com o amor irreverente, puro marketing inocente, me poupa de viver. Foda-se a TV!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Platônico
Oh tempo tu me constranges
todos os dias por falar balelas
sobre esse que deixa-me
sem fôlego sem conservas.
Oh Platão, teu nome me persegues
Transtorna meus sonhos
Sonhando com medos mudos
E para não vê-los, faço preces.
Esse que ao mesmo me tira o sono
Sem ao menos ele saber que eu existo
Suspiro a noite serena e sonífera
Meus sentimentos guardo
Como um tesouro repleto de ouro
Só eu posso tê-lo, só eu posso estar sofrendo.
Bia M.
todos os dias por falar balelas
sobre esse que deixa-me
sem fôlego sem conservas.
Oh Platão, teu nome me persegues
Transtorna meus sonhos
Sonhando com medos mudos
E para não vê-los, faço preces.
Esse que ao mesmo me tira o sono
Sem ao menos ele saber que eu existo
Suspiro a noite serena e sonífera
Meus sentimentos guardo
Como um tesouro repleto de ouro
Só eu posso tê-lo, só eu posso estar sofrendo.
Bia M.
O rio
Encontrei Lisbela entre tantos olhares. Caminhando pude ver sua face, suas linhas de expressão. Seu cabelo ondulado, presilhinhas cor de rosa no cabelo, vestido esvoaçante com esferas amarelas que pareciam vários sois em um só mundo. Parada contemplava sozinha o seu rio, que de longe parecia passar lentamente, mas por dentro tinha uma força voraz que poderia carregar exorbitâncias. Perguntei-lhe porque olhava tão fixa para um rio que não continha nada. Virou-se e olhou para mim com os olhos tristes e cheios de lágrimas que escorriam sob seu rosto, e me disse estar se vendo. Ela se via feito o rio com toda força e voracidade, mas que estava levando o nada para se, esperando o nada acontecer.
Lisbela só vi novamente em uma foto no jornal dizendo: ”Menina encontrada no rio, levada pela correnteza, morre e deixa bilhete dizendo: Fui levada pelo nada.”
Lisbela só vi novamente em uma foto no jornal dizendo: ”Menina encontrada no rio, levada pela correnteza, morre e deixa bilhete dizendo: Fui levada pelo nada.”
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
"Morri. Tô aqui do outro lado. O outro lado que todos dizem ser o céu. Céu? Não vejo nada. Só vejo lembranças. Como fui tolo. Perdi meu tempo tentando ganhar minha vida com uma coisa tão passageira, o maldito dinheiro. Sugou minha vida. Como seria ela se eu tivesse caminhado pelo mundo. Esse mundo. Aqui já não vejo o que fazer... só vejo lembranças, tão ruins que prefiro nem ver..."
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