domingo, 8 de agosto de 2010

Quando eu tiver você
Vou tornar teus dias comigo
Em dia de você e eu
Nós tornaremos infindáveis
Pra caber dentro de nós mesmos


P.B
Os espaços estão enquadrados
Em quadrados, entre dados.
Entre tantos marcos
os dados estão a rolar...


Bia Magalhães

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Foi fugaz, intenso e condensado
Amor amado, calado
Calor atravessado
Suspirado, provado
Formas, focos
Línguas, bocas, lábios
Sincero e ralo
Afogando em mágoas,
Amor velado
Amor usado e guardado
Feito roupa suja.


Bia Magalhães

sexta-feira, 23 de julho de 2010

5 segundos para o fim;

Onde estão minhas forças? Não consigo me mover.

4 segundos para o fim;

Onde está meu ar? Não consigo respirar.

3 segundo para o fim;

Onde estão as coisas? Não consigo enxergar.

2 segundo para o fim;

Onde está minha voz? Não consigo falar.

1 segundo para o fim;

...

Bia Magalhães

(In memória a minha cadela Tina)

Bêbada, bêbada,
beba da água
Bêbada, bêbada,
beba da fonte
Afogue-se, embriague-se
hidrate-se, liquide-se
A dor,
A água,
O álcool.

(ariadne chaves/cayo costa)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Amanhã será domingo e as portas se fecham de todos os lugares. Hoje a noite é longa e cheia de inspiração. Há pessoas ficando loucas por um copo de bebida. Há pessoas fazendo sexo nas esquinas, fumando seu baseado, cheirando seu pó e ninguém liga se elas vão se viciar ou não. Todos querem se diverti essa noite, pois só assim se esquecem das amarguras que passaram durante a semana, as porradas no estômago dizendo “ eu não sou feliz”. E no domingo elas vão acordar com ressaca e se perguntarão “o que fiz? naquele mundo que eu sou eu e ninguém mais” e por fim na segunda voltarão as suas vidas infelizes e sem perspectivas, sem nada.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Seria ridículo me retirar desse espetáculo depois de tanta luta, tanto ensaio para se dizer as falas certas na hora certa sem gaguejar. O cenário está no seu lugar. Mas eu estou tão perdida, como conseguirei enfrentar tanta gente, minha fala irá se perder, nem consigo beber a minha própria saliva, imagine a vaia quando eles virem que eu não estou preparada. Vão rir de mim. Serei a gozação do universo. Mas o espetáculo não pode parar... Engole o seco e segue.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Mar e lágrimas

Vou me afogar
nesse mar profundo
Nesta minha solidão

Quê que tem?
Se você não está aqui para me salvar

Vou mergulhar
Nessas minhas lágrimas

Porque me deixou à beira mar?
Tão só, sem esperanças de ver você voltar

...essa densidade
flutuando meio ao fundo
das águas do mar.

Esse mar...
Essas ondas...
Água do mar salgada...

Mistura de almas.

Bia Magalhães

Fúnebre

Cruz ao sol

Germes a terra

Ondas de calor

Eu choro por ela

Deixei rosas

Em sua cova

Acendi velas

Escrevi seu nome na terra

Exalando perfume

As flores fúnebres

Invadem a alma

Eu rezo e lembro

De bons momentos

Caminho entre tumbas

E não volto nunca mais

É você que não volta nunca mais...

Bia Magalhães

domingo, 2 de maio de 2010


Hoje esvaziei meu estoque de lágrimas. Retirei todas as mentiras, ilusão, alusões do pensamento. Hoje a nuvem esvaziou também. Livrou-se de tudo que é impuro do céu. Hoje o céu chorou junto comigo e juntos enterramos todo o passado que foi vulnerável e desonesto. Enfim, hoje eu me livrei de você.


(como se fosse fácil...)